sábado, 21 de novembro de 2020
Poeminha
segunda-feira, 16 de novembro de 2020
Viajem
O que sentimos quando vemos o entardecer?, encaramos a nos mesmos, numa batalha dentro de nós em que olhamos no espelho sem ao menos nos reconhecer.
Sinto minha inseparável amiga ao meu lado novamente, a solidão tão imutável e silenciosa, seus gritos ecoam por todo meu ser, sem pedir licença , e sem se importar, sem ao menos ser bem vinda, se aloja e se sente em casa, me pergunto se algum dia me livrarei desse fardo horrendo que me induz a perceber tudo preto no branco.
Seria eu um criminoso?
A noite cai , com seus pesadelos de olhos vermelhos, com suas garras rasgando minha pele e expondo meu sangue a se esvair, deixam claro que de seu intento não estou livre, seus gritos pavoros que não cessam , não deixam me dormir, fica claro seus assedios constantes a minha alma tão inocente.
Quantas possibilidades, quantos atentados contra a vida, e de repente começa o pôr do sol, começa a esperança e esmorecer, a vida vai, se algum dia houve esperança , morre junto com o sangue que fez meu coração pulsar e, agora vai embora na ferida aberta e as últimas batidas do coração são anuladas pela festa que comemora o feriado que vem.
A noite chega , me disseram que a vida inteira passa diante de nossos olhos nos últimos momentos, porém só vejo um olhar vago e confuso, como pode um olhar assim lembrar de uma vida inteira?
Percebo agora como é frágil o pulsar do coração, vejo agora como é ilusório a vida que construímos, percebo o sangue que mancha nossas mãos e, o pesar em nossos sonhos.
Não vá embora, fique um pouco mais, que regras dizem que deva ir embora? Meu sangue se foi, meu coração não pulsa mais, o tempo pára , a vida acaba ao seu redor, a vida já não existe mais, e o desespero a entrar nos pulmões e a aflição e nos perseguir: A verdade é jogada em nós como se o amor não existisse mais e o vento inexistente a sussurrar " Estamos mortos e não há mais nada a fazer, adeus meu bom homem".