terça-feira, 24 de maio de 2011

O inverno!

  Em tempos como esses, onde os segredos não ocultam-se em casas, E sabe-se que é inverno lá fora, tantos olhos deslumbrados com a nova cor, que domina as paisagens, que domina os pensamentos, os momentos de lucidez, os sentimentos, que são reprimidos em um diamante belo, mas que valor tem?
  E se a escuridão esconder dos olhos a verdade invejada?, ouço gorjeios de pássaros vindos de tão longe, parecendo um sonho, custaria-me o tempo desnecessário que não sinto, e mesmo que o tive-se não gastaria com momentos inúteis, como fazer parte dessa mentira.
  Vês? a paisagem que agrada aos miseráveis, os de corações frios como a neve lá fora?, que intitulam-se Reis e rainhas dessas terras, no entanto o frio e a neve é mais real do que esses corações, você consegue sentir os sonhos indo embora para outras terras? E não venham me dizer que é tarde,  por que sempre há um recomeço,  mesmo após a morte.
  Eu sei o que é importante, eu vivi a muito tempo na mestice, que a vergonha não me deixa esquecer, era preciso gestos radicais, comecei a correr nu na neve, lá fora no frio, sentir toda a adrenalina no meu corpo, eu não estava morto como aquele neve que assassinou o mundo.
   Sim, eu vou viver o resto da vida sentindo frio, o frio amigo, incomodando o que me convêm.

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