A mesmice me cansa
Me causa enjoos
Quantos mesmos erros cometidos ?
As frases idênticas como irmãos gêmeos
Os gestos velhos e cansados
Retornam aos mesmos velhos hábitos
A luz termina
E a escuridão persiste em ficar
Onde ir ? Se não existe mais nada
Seu rosto cansado trás dúvidas sobre a vida
Suas palavras sem sentido
As palavras se repetem
Se atropelam e se matam
Porém elas nunca mudam e nada dizem
Que criatura é essa ?
Mate a , ignore a
Crucifiquia
Façamos o culto do " mais do mesmo "
Sejamos felizes com nossa rotina
Sejamos felizes com os trabalhos mórbidos
Sejamos felizes com os dias medíocres que esperamos
Quero dinheiro
Quero uma casa
Quero dizer que sou rico
Quero ser melhor que os outros
Mas não tenho habilidades
Não tenho ouro e nem talento
Quantas vezes tenho de dizer ?
Quantas vezes tenho de me contentar ?
Quantas vezes tenho de sofrer por seus olhos confusos e febris ?
Quantas vezes tenho que ficar com fome ?
Não somos deuses
Somos demônios
Nos autodestruindo e o outro
Não me contento com a minha desgraça
Quero comemorar
Quero que outros me sigam
Que que o mumdo me esqueça
Sejamos verdadeiros
Temos sangue nas mãos
Temos devorado os corações
Viciados , querendo sentir o amor
Um sentimento raríssimo de pouca compreensão
Vendendo nossos filhos
Vendendo nossos sonhos
Nos prostituindo a troco de misérias
Não quero ir embora
Me dê um pouco de prazer e tudo estará selado
Não tenho onde ir
Perdidos nessa imundície
Fedendo a hipocrisia
Querendo amor e distribuindo ódio
Sejamos covardes
Vamos nos esconder do sol
Vamos matar nosso sentimento
Querendo e desmerecendo o que temos
Triste estou
Farto das calúnias e mentiras
Mas para onde ir ?
Você se foi e me deixou aqui neste chão coberto de sujeira
Eu vejo seus olhos
E sei que consigo me libertar
Sinto seu abraço
E sei que nada mais importa
Sinto seu beijo
E entendo que a morte é minha amiga
E simplesmente não existe nada mais suave que seu abraço terminal.
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